Estado de Alagoas

Página Inicial
História
Notícias
Cidades
Maceió
Símbolos
Alagoanos Notáveis
Governadores
Principais destinos
Gastronomia
Folclore Alagoano
Cultura
Economia
Esporte e aventura
Praias
Lagoas
Artesanato
Aeroporto
Teatro Deodoro
Curiosidades
Livro de Visitas
Links
E-Mail

Cultura alagoana

 

O Estado possui uma cultura rica e apreciada por todos.

Seu artesanato é um dos mais procurados pela beleza e em alguns Municípios já são formados núcleos de produção. São trabalhos em rendas e bordados, em palha, madeira e cerâmica. A teclagem é o gênero artesanal mais importante do Estado e tem seu ensinamento transmitido de mãe para filha. Encontra-se o Filé, a renda alagoana, em Maceió e Marechal Deodoro; o Redendê e o Ponto de Cruz, em Porto Real do Colégio, Traipú e São Brás; Boa-noite, em Pão-de-Açúcar e as Rendas de Bilro, em São Sebastião.

A escultura se baseia na imagem de Santos, encontrada em Arapiraca e Penedo, e animais da fauna brasileira, em Boca da Mata, além do artesanato em palha ou cipó encontrado no litoral Sul, em Coruripe, Piaçabuçu e Feliz Deserto e do barro em Capela com o Mestre João das Alagoas.

Na culinária, Alagoas destaca-se por seu sabor e diversidade. Conseguiu manter um equilíbrio entre a comida européia, a africana e a indígena, porém, muito mais variada em função da riqueza das lagoas costeiras. Sua culinária típica se baseia em peixes, camarões e frutos do mar preparados à base de leite de coco. O mais alagoano dos pratos é o Sururu. Sua mais tradicional forma de preparo é o Sururu de Capote, servido na casca. A feijoada, com feijão mulatinho e a feijoada de peru, feita geralmente no dia seguinte da Semana Santa também são típicas. Na região do semi-árido, dá-se maior ênfase às carnes de bode e de carneiro, com a buchada. Tapioca, cuscuz de milho, massa puba, arroz-doce, batata-doce, inhame e macaxeira com carne de sol, beiju, grude de goma, pé-de-moleque, munguzá, canjica e pamonha costumam ser servidos nos cafés da manhã ou da noite. As frutas típicas são: jaca, manga, mangaba, abacaxi, banana, pitanga, sapoti, pinha, graviola, caju, cajá, acerola, entre outras. A maioria, é transformada em sucos, sorvetes e doces.

O folclore alagoano tem suas raízes com origem nos três elementos colonizadores do povo brasileiro, ou seja, o negro, o branco e o índio. As manifestações folclóricas acontecem durante todo o ano, de acordo com o período festivo. Reúne mais de 30 de manifestações. Entre os mais conhecidos destacam-se os de período natalino: Pastoril, Guerreiro, Taieira, Baianas, Reisados, Marujada, Presépio, Cavalhada; das festas religiosas, o Mané do Rosário e Bandos dos Carnavalescos, Cambindas, Negras da Costa, Samba do Matuto, Caboclinhos, Torés de Índio e de Xangô e as danças de São Gonçalo, Coco Alagoano, Rodas de Adulto. A mais importantes manifestações cantadas e dançadas são a Quadrilha, o Coco de Roda e a Banda de Pífano, como também os violeiros e repentistas encontrados nas praias.

Abriga diversas bibliotecas,  museus, diversas entidades culturais e igrejas.

As principais festas de Alagoas são no Natal: Reisado, Pastoril, Guerreiros, Cheganças, Quilombos, Caboclinhos, Toré, Marujada, Procissão Marítima de Iemanjá (8 de dezembro) e o Festival do Mar. Nos festejos juninos, as Bandas de Pífanos, Cavalhadas, repentistas e comidas típicas. Em União dos Palmares comemoram-se a Festa do Milho, na segunda quinzena de julho, e o Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro). Outra festa popular tradicional de destaque é a Peja (marcação do gado). Entre as danças típicas destacam-se o Bate-Coxa e o Coco.

Alagoanos que fazem parte da História e Cultura

Zumbi dos Palmares – Criado por um padre, em Porto Calvo, aprendeu a ler e escrever. Líder nato, Zumbi constituiu o maior núcleo de resistência escravagista do Brasil, no chamado Quilombo dos Palmares, que tinha na época 30 mil integrantes. A sede era na Serra da Barriga, no município de União dos Palmares, a 86 km de Maceió.

Memorial Zumbi dos Palmares

Marechal Deodoro da Fonseca – Nasceu na cidade de Alagoas, que, em sua homenagem, a cidade passou a ter seu nome. Foi o Proclamador e Primeiro Presidente da República. Na casa onde nasceu funciona um museu com móveis, objetos e fotos, que retratam a sua história.

Marechal Floriano Peixoto - Segundo Presidente do Brasil, nascido no povoado de Ipioca, em Maceió, no ano de 1839.

Graciliano Ramos – Escritor, político, nasceu em Quebrangulo em 1892, mas foi na cidade de Palmeira dos Índios, onde foi prefeito, que ganhou projeção. Na cidade existe um museu que leva seu nome, contendo um importante acervo de suas obras e de sua vida.

Jorge de Lima – Poeta, natural de União dos Palmares. Na casa em que ele nasceu funciona um Centro Cultural, onde há um acervo sobre sua vida e obra.

Théo Brandão – Nascido em Viçosa, foi médico, farmacêutico, pesquisador, professor, poeta e folclorista. É reconhecido internacionalmente por suas pesquisas e dedicação à cultura popular.

Aurélio Buarque de Holanda - Nasceu em Passo de Camaragibe. Tinha uma inteligência privilegiada, apaixonado pelas palavras.  Depois de muitos anos de pesquisas, em 1975, publicou o dicionário que leva seu nome. Ficou conhecido internacionalmente como “Mestre”.  Fez muitos pronunciamentos sobre assuntos literários e lingüísticos, em vários países.

Nelson da Rabeca – Nasceu na cidade de Marechal Deodoro, e passou sua vida humilde trabalhando no corte da cana de açúcar. Já velho, dedicou-se à música. Com um pedaço de madeira de jaqueira, fabricou uma autêntica rabeca, semelhante ao violino, sendo bem rústico.  Hoje é reconhecido nacionalmente.

FOLCLORE

 

GUERREIRO

O Guerreiro tem grande representatividade na cultura do Estado; é um folguedo genuinamente alagoano.

Chapéu de GuerreiroÉ uma mistura de vários autos: Reisado, Caboclinhos, Chegança e Pastoril. O Guerreiro surgiu entre os anos de 1927 e 1929. Os trajes são multicoloridos, usando-se fitas, espelhos, diademas, mantos e aljôfares. Os personagens são rei, rainha, índio, Peri e seus vassalos, lira.

Instrumentos musicais: sanfona, tambor e pandeiro.

BAIANAS

Esse folguedo não possui um enredo determinado. As baianas cantam uma seqüência constituída de marchas, peças variadas e, por fim, a despedida. As vestes são as convencionais de baianas e os instrumentos que acompanha são os de percussão.

TORÉ DE ÍNDIOS

De origem indígena, a dança é praticada desde 1740.  Os índios dançavam para agradecer as divindades, ou para fazer suas orações. Os trajes são iguais aos dos seus antepassados. Os índios dançam em círculos, fazem coreografias simples e ritmadas.

BUMBA MEU BOI

Auto popular de temática pastoril que tem na figura do boi o personagem principal. Sua apresentação, em Alagoas, é semelhante a um teatro de revista. Consta de desfile de bichos que dançam ao som de cantigas entoadas por cantadores e acompanhadas por conjunto musical de percussão e apito.

CABOCLINHOS

Originário dos maracatus pernambucanos, a dança não tem enredo ou drama, sendo acompanhada por banda de pífano.

Vários personagens compõem esse folguedo: mestre, contramestre, embaixadores, vassalos, mateus, rei, lira, general, borboleta, estrela de ouro, rei catulé e caboclinho. Os trajes são: cocar, tanga, braceletes e perneiras de penas de peru, colares, brincos de dente, conchas ou sementes.

CAVALHADA

Cortejo e torneio a cavalo, em que a parte mais importante consiste na retirada de uma argolinha, com a ponta da lança, em plena corrida. São doze cavaleiros ou pares que estão dividido em cordões azul e encarnado.

Tem origem dos torneios medievais.

CHEGANÇA

É um auto marítimo de danças provenientes da Europa.

O cenário é uma barcaça armada especialmente para essas apresentações. Todo o bailado é cantado e o instrumento que acompanha é o pandeiro. São vários personagens: almirante, capitão, capitão-de-mar-e-guerra, mestre piloto, mestre patrão, padre-capelão, doutor cirurgião, oficiais inferiores, marujos e dois gajeiros.

COCO ALAGOANO

Dança de origem africana, cantada e acompanhada pelas batidas dos pés. Também denominada pagode ou samba. É executada na época junina ou em outras ocasiões, para festejar acontecimentos importantes da comunidade.

Personagens: mestre e dançadores.
Traje: roupa do dia-a-dia. Variações do estilo
Instrumento: Pandeiro

FANDANGO

Auto dramático de temática náutica, como a Chegança. Entoam-se cantigas náuticas de diversas épocas e origens, algumas, portuguesas, que falam de suas grandes navegações. Personagens: almirante, capitão, capitão-de-mar-e-guerra, mestre piloto, mestre patrão, oficiais, marujos e gajeiro. Trajes: oficiais com quepe de pala, paletó azul marinho com camisa e gravata preta, ornado de platinas e alamares, calças brancas, espadas e espadins; marujos de gorro e blusa maruja da mesma cor que a dos oficiais.

Instrumentos: rabeca e viola.

PASTORIL

PastorilÉ um fragmento dos presépios, constituído por jornadas soltas, executando-se a de boa-noite e da despedida. Personagens: mestra, contramestra, Diana; as pastorinhas, o pastor e a borboleta. Trajes: saias, blusas, faixas, aventais, chapéu de palhinha, nas cores azul e encarnado. Levam um pandeiro feito de lata, com cabo e sem tampa, ornado de fita com a cor do cordão a que pertence.

Acompanhamento: instrumentos de percussão e de sopro.

REISADO

Auto popular profano religioso formado por vários grupos de músicos, cantores e dançadores, que apresentam vários episódios.

Personagens: rei, rainha, embaixador, mestre ou secretário de sal, contramestre, mateus e palhaço. Trajes: saiote de cetim colorido, chapéu de aba larga guarnecido de espelhos redondos, flores artificiais e fitas variadas.

Instrumentos: sanfona, tambor e pandeiro.

VAQUEJADA

A vaquejada é muito difundida em Alagoas e no Nordeste como um todo. Os vaqueiros, montados em cavalos, correm em dupla. Um dos vaqueiros faz o papel de "esteira", para que o boi não saia pelo lado oposto ao do "puxador", que, segurando a cauda do animal, faz força para derrubá-lo de patas para cima. Na vaquejada cada lance envolve risco e exige coragem. Diz o ditado popular: “é um esporte de cabra macho".

Traje: Roupa comum, geralmente acompanhado de proteções usadas pelos vaqueiros.

ARTESANATO

Filé - Renda de origem portuguesa, confeccionada pelas artesãs de Alagoas. Dos teares saem lindas peças como colchas, toalhas, peças femininas etc.

Labirinto - É considerado um tipo de renda feita com capricho e glamour.

Redendê, Ponto de Cruz, Boa-Noite, Bordado feitos com linhas coloridas para fabricação de colchas, pano de mesa, saias, blusas, fronhas, toalhas.

Bilro - Um delicado tipo de bordado, feitos com pequenos bastões, que entrelaçados com linhas, dão origem a um tipo de renda.

Madeira – Troncos de jaqueiras e coqueiros, esculpidos pelas mãos ágeis dos artesãos que transformam o entalho em imagens religiosas, bichos, móveis, peças decorativas e carrancas, muito usadas nas embarcações que navegam pelo o Rio São Francisco.

Barro - A arte de transformar a argila em produtos de utilidade, decoração, peças decorativas e utensílios domésticos. São confeccionados em vários municípios.

Casca de coco – Utilizando-se do produto, artesãos confeccionam belas esculturas e xaxim para plantas

Palhas - Palha de ouricuri, taboa, cipó e coqueiro são matérias-primas muito utilizadas no artesanato alagoano. No trançado de palha são fabricadas bolsas, chapéu, abano, vassoura e esteiras. No trançado de cipó são fabricados cestas, balaios, samburás, caçuás, urupembas, esteiras etc.

Conjunto arquitetônico:

 

Palácio Floriano Peixoto

Palácio Floriano PeixotoA construção do Palácio iniciou-se em 1893, no governo de Gabino Bezouro. O projeto arquitetônico foi feito pelo engenheiro Carlos Jorge Calheiros de Lima. A inauguração do prédio só aconteceu em 16 de setembro de 1902, porque a obra foi parada duas vezes. Depois de sua inauguração, sofreu várias reformas, em sucessivos governos. O Palácio Floriano Peixoto é conhecido também como Palácio dos Martírios

Assembléia Legislativa

Assembléia Legislativa de AlagoasSede da Assembléia Legislativa Estadual, o palacete teve a sua primeira pedra fundamental lançada em 14 de março de 1850, em comemoração ao aniversário da Imperatriz do Brasil, D. Tereza Cristina. Depois da sua inauguração, o prédio só foi restaurado em 1974.




 

Sobrado do Barão de Jaraguá

A origem do nome vem do século passado, quando o sobrado serviu de residência para o Barão de Jaraguá. Em 1859, serviu de Paço Imperial pela ocasião da solene visita de D. Pedro II e de D. Teresa Cristina a Maceió. Com três pisos, o sobrado possui semelhanças com as construções portuguesas do mesmo gênero. Ao passar dos anos, o imóvel entrou em decadência, sendo utilizado como casa de cômodos. Para evitar a degradação, o prédio passou por uma restauração, com objetivo de abrigar um museu, o que não aconteceu, tornando-se posteriormente a sede da Biblioteca Pública e do Arquivo Público Estadual, onde funcionam até hoje.

Teatro Deodoro

Teatro DeodoroA pedra fundamental foi lançada em 11 de julho de 1905. Na planta está composto a existência de dois blocos. No primeiro bloco, encontra-se a parte administrativa. Ao atravessar o pátio tem-se a casa de espetáculos, que chama a atenção por possuir um lustre de cristal, e o teto feito de placas metálicas em alto relevo, pintadas. A fachada do teatro também chama atenção por apresentar frontões triangulares decorados de acordo com a época, além das estátuas de musas, cujo conjunto representa uma alegorias artística.

 

Conjunto Arquitetônico de Jaraguá

Conjunto Arquitetônico de JaraguáAinda no século XIX, o bairro de Jaraguá, por ficar localizado próximo ao cais de Maceió, tornou-se um dos principais centros comerciais da cidade. Tornando-se luxuoso, por possuir em suas ruas belos sobrados, que atualmente foram descaracterizados pelos moradores, ostentando um tom de modernidade nas fachadas. No conjunto arquitetônico de Jaraguá destacam-se, hoje, os prédios onde funcionam a Delegacia da Receita Federal, a sede da Associação Comercial, o Museu da Imagem e do Som de Alagoas, localizados na Praça Lavenere Machado, (antiga Dois Leões), construída no século XIX.

 

Associação Comercial

Associação Comercial de AlagoasDe estilo neoclássico com fachada greco-romana, a Associação Comercial chama atenção pela sua bela arquitetura. É, com certeza, o mais bonito e luxuoso prédio do bairro de Jaraguá. A pedra fundamental foi lançada em 27 de maio de 1923, porém a sua nauguração só aconteceu cinco anos mais tarde, em 16 de junho de 1928.

 

Centro de Ciências Biológicas da UFAL

O prédio, localizado na Praça Afrânio Jorge, foi construído em 1891, pelo Governo Federal, para abrigar a sede do Quartel do 33° Batalhão de Caçadores. Atualmente, ao invés de soldados, o prédio está abrigando universitários, estudanes do curso de Ciências Biológicas.

Cemitério Público Nossa Senhora da Piedade

A primeira pedra foi lançada em 27 de outubro de 1850, porém só em 1856, o então presidente da província, Antônio Coelho de Sá e Albuquerque, assentou a primeira pedra da capela, que fica bem no centro do cemitério. Um detalhe que chama atenção são os jarros de louça portuguesa localizados em cima dos muros.


Mapa do Site  |  Política de privacidade